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Wendell Soares
Comentário ·
há 7 anos
Você defenderia um estuprador?
Canal Ciências Criminais
·
há 7 anos
Na verdade, algum dia, em algum momento, fazemos essa pergunta, seja para um estuprador ou qualquer crime que a sociedade tem certo repulso, seja pela sua violência ou por se tratar de crimes contra menor de idade.
Mas, temos que nos atendar para o que está dentro das leis, não pra defender um criminoso, estuprador ou ladrão, mas para garantir um julgamento justo para todos.Pensamos dentro de uma lógica, que deixamos de defender uma pessoa que possa ser inocente, e por falta de uma orientação de um profissional, seja condenado por anos.
Nossa profissão é muito mais que "mexer" com o financeiro de uma pessoa, como muitos acreditam.Mudam totalmente a vida de uma pessoa de forma emocional, colocamos e tiramos uma pessoa da cadeia, e isso atingi muito mais que uma pessoa, todos que estão na sua volta, é por isso que devemos ter cuidado, muito profissionalismo e humanidade. E acredito, que o título de "doutor" é muito mais que uma formalidade da Lei do Império, mas na verdade é porque mudamos a vida de uma pessoa pra sempre.
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Vivaldo Damião
Comentário ·
há 7 anos
Você defenderia um estuprador?
Canal Ciências Criminais
·
há 7 anos
Esse comentário trouxe arrepios em minha alma. Vontade de chorar . Obrigado Doutor !
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Willer Sousa Advogados
Comentário ·
há 7 anos
Você defenderia um estuprador?
Canal Ciências Criminais
·
há 7 anos
Esse tipo de pergunta é sempre feita na intenção de avaliar o senso ético, moral do advogado.
"Você defenderia um assassino?", "Você defenderia alguém que sabe ser culpado?", são indagações sob o mesmo viés, como se defender um acusado ou réu fosse depravador.
Ora, o que é pior, defender um criminoso, dentro das normas processuais e materiais de nossa lei, ou retroceder ao século passado e lançar qualquer homem com semblante de celerado ao ódio impassivo do Estado?
Mark Twain retrata, em seu livro, O Estranho Misterioso, como as bruxas eram julgadas no período da Inquisição. Bastava um comportamento dissidente do senso comum para que fosse condenado à fogueira. Você defenderia uma bruxa?
No romance de Franz Kafka, Colônia Penal, um soldado que desobedece seu superior é condenado a sofrer as injúrias da tortura. É submetido a uma máquina que escreve, com instrumento de ponta, a sentença na própria carne do condenado. Você defenderia um infrator?
Para aqueles que, além da moralidade, suprimem a humanidade do acusado, é em Victor Hugo, no poético livro, Os últimos dias de um condenado, que encontramos a máxima antítese de tal ideia. Na história, o condenado à guilhotina se encontra em tamanha decadência de estima que é escarnecido por cada estímulo da vida, desejando avidamente a morte. Você defenderia um criminoso?
Literatura que retrata os acontecimentos, as motivações e pensamentos dos homens.
Alguém que faz a pergunta "Você defenderia um criminoso" deve ser presunçosa o bastante para imaginar que a sociedade está no ápice da moralidade, contudo, mal sabe que apenas repercute os mesmos pensamentos, das ideias mais rudimentares das citadas obras.
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